Segundo dados do INE, no 3.º trimestre de 2025, o preço mediano dos 41 117 alojamentos familiares transacionados em Portugal foi 2.111€/m2. O número de transações de alojamentos familiares em Portugal aumentou 4,0% em relação ao mesmo trimestre de 2024, tendo também aumentado o preço mediano da habitação, em relação ao período homólogo de 2024, nas 26 sub-regiões NUTS III, destacando-se Terras de Trás-os-Montes com o maior crescimento.
Cinco das seis sub-regiões com preços medianos da habitação mais elevados – Grande Lisboa, Algarve, Península de Setúbal, Região Autónoma da Madeira e Área Metropolitana do Porto – também apresentaram os valores mais elevados em ambas as categorias de domicílio fiscal do comprador (território nacional e estrangeiro).
Os preços da habitação aceleraram em 12 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes. Coimbra (+14,8 p.p.) de Setúbal (+11,4 p.p.), foram os municípios que apresentaram os maiores acréscimos no terceiro trimestre. Por outro lado, Vila Nova de Gaia (-9,2 p.p.) e Santa Maria da Feira (-8,6 p.p.) registaram as maiores desacelerações nas taxas de variação homóloga dos preços no período considerado. Osmunicípios de Lisboa e do Porto registaram acréscimos de 3,9 p.p. e 6,2 p.p. nas taxas de variação homólogas do 2.º para o 3.º trimestre de 2025 e entre estes grandes municípios, Lisboa (5.000 €/m²), Cascais (4.713 €/m²) e Oeiras (4.361 €/m²) destacaram-se pelos preços medianos mais altos, todos acima dos 4.000 €/m². Por outro lado, Barcelos (1.651 €/m²) foi o único município deste grupo a registar tanto preço mediano como taxa de variação homóloga inferiores às referências nacionais.
Resultados trimestrais
No 3º trimestre de 2025, as sub-regiões da Grande Lisboa (3 567 €/m2 ), Algarve (3 203 €/m2 ), Península de Setúbal (2 710 €/m2 ), Região Autónoma da Madeira (2 512 €/m2 ), Área Metropolitana do Porto (2 350 €/m2 ) e Alentejo Litoral (2 128 €/m2 ) registaram preços da habitação superiores aos do país. Destas regiões, evidenciaram-se, por apresentarem também taxas de variação homóloga superiores à nacional, a Península de Setúbal (+25,5%), a Grande Lisboa (+17,6%), o Alentejo Litoral (+16,8%) e o Algarve (+16,6%).
O valor mediano de alojamentos familiares transacionados em Portugal envolvendo compradores com domicílio fiscal no estrangeiro foi 2 889 €/m2 (mais 19,6% do que no trimestre homólogo) e o das transações envolvendo compradores com domicílio fiscal em território nacional foi 2 083 €/m2 (mais 16,1% do que no trimestre homólogo).
O preço mediano de alojamentos familiares adquiridos pelas famílias em Portugal, no 3.º trimestre de 2025, foi 2 140 €/m2 (mais 16,6% do que no trimestre homólogo) e o dos compradores pertencentes aos restantes setores institucionais1 foi 1 845 €/m2 (mais 10,2% do que no trimestre homólogo).
Os preços da habitação também aceleraram (municípios acima da bissetriz) em metade dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, destacando-se Coimbra (+14,8 p.p.) e Setúbal (+11,4 p.p.). Os municípios de Vila Nova de Gaia (-9,2 p.p.) e Santa Maria da Feira (-8,6 p.p.) registaram as maiores desacelerações.