Promoção
Compatibilizar especialidades com a arquitetura é um desafio
No processo de desenvolvimento de um edifício, a compatibilização das especialidades com a arquitetura revela-se ainda um desafio. Isto porque o «estudo prévio muitas vezes não existe», revela o engenheiro Joaquim Vasques.
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Esta foi uma questão discutida pelos especialistas do setor no Webinar “Do design à construção” promovido pela AGREEN e integrado na I Conferência de Promoção Imobiliária em Portugal. O arquiteto João Paciência assume desde logo que «um bom projeto tem de ter um bom pai», o que quer dizer que «o cliente deve saber bem o que quer e que deve estar disponível para entrar em diálogo com todos os intervenientes». Fruto desse diálogo é o estudo prévio, no qual «é importante ter uma boa organização do espaço, inserindo o edifício na envolvência». Em representação dos promotores, o engenheiro Tiago Pinto da Art Solid assume que desde o início os projetistas têm em conta a «capacidade de um edifício alterar o espaço público», tendo em conta «as necessidades atuais e futuras das gerações». É, portanto, nesta fase que se definem os requisitos necessários para que na hora do licenciamento do projeto haja «a vital a compatibilização de todas as estruturas do edifício», assume João Paciência. Mas a verdade é que nem sempre é assim.

Na ocasião, o engenheiro Joaquim Vasques revela que «os projetos de arquitetura chegam quase totalmente definidos e não vêm compatibilizados com as diferentes especialidades. Depois há o trabalho de adaptar as especialidades às imposições pré-concebidas na arquitetura, o que cria algumas limitações (…) e dificuldades antes do processo iniciar», explica, sublinhando que «o estudo prévio muitas vezes não existe e salta diretamente para o processo de licenciamento e logo para o projeto de execução». O engenheiro José Duarte e representante da AGREEN concorda que «há aspetos importantes que na realidade não se concretizam, como é o caso do estudo prévio que é extremamente importante pois é onde se definem os requisitos do promotor, os requisitos técnicos» e ainda os custos da operação que, de acordo com o engenheiro Ivo Lemos, é «importante para prever um conjunto de preocupações e (…) diminuir os custos subjacentes».

Por detrás desta ausência está o cumprimento de prazos que, segundo José Duarte, «é sempre uma situação complicada» e que requer um «forte compromisso entre o promotor e o projetista».

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