Habitação
Habitação acessível no foco dos setores público e privado
A falta de oferta de habitação para as famílias jovens e classe média é um problema de todos e uma «oportunidade» para a promoção imobiliária, que acompanha de perto as Novas Políticas de Habitação.
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«Estamos a viver um momento único para criar um mercado de arrendamento acessível em Portugal, captando investimento internacional», afirmou Fernando Vasco Costa, Managing Director Portugal Nexity que falava durante a I Conferência da Promoção Imobiliária em Portugal. «O investimento global em habitação tem vindo a crescer exponencialmente. Cresceu 10 vezes nos últimos», pelo que não restam dúvidas de que «há muito dinheiro disponível para investimento em habitação» e «um grande interesse dos investidores em arrendamento acessível».

Há, contudo, um conjunto de fatores que a promoção considera «críticos», nomeadamente, «criação de um plano com localizações privilegiadas para esta oferta, identificar as carências, saber onde o Estado vai intervir e onde estão as oportunidades para os privados», referiu Fernando Vasco Costa, sublinhando também a questão dos valores de renda.

«Habitação acessível é um interesse comum»

«A habitação acessível é um interesse comum, é um ponto em que os interesses do setor imobiliário e os interesses do Estado, como garante da qualidade de vida dos portugueses, se encontram perfeitamente. É responder a uma necessidade de todos!», afirmou José Luís Cunha, Técnico Especialista do Gabinete da Secretaria de Estado da Habitação. Na sua opinião é fundamental a «complementaridade» entre público e privado. «O Estado deve ser capaz de dar resposta em áreas em que o privado não terá tanto interesse».

Assim, neste momento, há duas grandes direções de esforço, por um lado, o investimento na criação de um parque público e, por outro, incentivar a criação de oferta privada. «Diversos imóveis públicos foram já afetados para habitação acessível no âmbito do Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado», entre os quais o antigo Hospital Miguel Bombarda ou o edifício do Ministério da Educação, ambos no centro de Lisboa, e «está em aprovação a criação de uma bolsa de imóveis públicos, com um grande acréscimo de imóveis», revelou José Luís Cunha. No que diz respeito aos incentivos à promoção imobiliária, o representante da Secretaria de Estado da Habitação destacou, entre outras medidas, a redução do IVA para 6% na habitação a custos controlados - um investimento em habitação que destina a arrendamento acessível.

Inscrito no âmbito da I Conferência da Promoção Imobiliária em Portugal, este amplo painel reuniu as perspetivas publicas e privadas, nacionais e internacionais, contando com as participações de Daniel Cuervo, Director General da ASPRIMA, Ricardo Sousa, CEO Century 21 Portugal, Eduardo Sarafana, Vice-Presidente Executivo da EMGI e Eduardo Kol Netto de Almeida, CEO da Lantia. 

Saiba mais sobre a I Conferência da Promoção Imobiliária em Portugal.