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Imobiliário reafirma resiliência e dinamismo no SIL 2020
Decorre até domingo na FIL, em Lisboa, a edição de 2020 do Salão Imobiliário de Portugal, que regista um primeiro dia «muito positivo» e de grande adesão do mercado.
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«Para a fundação AIP foi um enorme desafio organizar estas edições do SIL/Tektónica/Intercasa, mas estamos muito satisfeitos com o resultado alcançado», explica Sandra Bértolo Fragoso, gestora do salão, à VI. «É um relançar da economia, não podemos parar».

Segundo a responsável, o feedback dos expositores «foi bastante positivo. Os profissionais tinham vontade de estar presentes, deste contacto físico, com os parceiros, com os clientes e concorrência, das conferências. Isto continua a ser fundamental, e conseguimos realizar esse objetivo, com todos os cuidados e cumprindo todas as regras da Direção Geral de Saúde».

João Neves, secretário de Estado Adjunto da Economia, presente na abertura do SIL Investment Pro, afirmou: «o imobiliário tem tido um percurso muito positivo e muito importante para a economia. É importante que essa dimensão possa ser potenciada para o futuro». E louva «esta iniciativa. Sentimo-nos reconfortados pela capacidade demonstrada para realizar este salão. Que a recuperação se alimente da tomada de iniciativas como esta».

Para o Governante, as novas circunstâncias que vivemos podem «alimentar mudanças estruturais que vinham já de trás, nomeadamente ao nível da transformação das organizações, das cidades, dos territórios, teremos de ter isso em conta».

Admite a «dificuldade em perspetivar o futuro, nomeadamente o próximo ano. Temos todos de encontrar formas de valorizar as nossas atividades neste processo. Temos de estimular o investimento e a procura de bens. Uma hibernação da economia durante este período não é solução».

Por isso, «temos todos claro que o estímulo à captação de investimento é muito importante para o nosso futuro. Temos de projetar uma imagem de segurança do país para os investidores, e da forma como lidamos com a crise sanitária. Isso resulta da ação de todos nós enquanto cidadãos». Lembra ainda que «foi com investimento que conseguimos fazer uma recuperação mais intensa no último período de crise».

SIL Investment Pro supera as expetativas

O primeiro dia do evento ficou marcado pela realização do ciclo de conferências “SIL Investment Pro Powered by APPII”. Para Hugo Santos Ferreira, Vice-Presidente Executivo da APPII, «em tempos de pandemia e de dificuldade, o SIL e a APPII mostraram também resiliência. Acima de tudo, o mercado disse “presente”, está vivo e recomenda-se. Estamos aqui de pedra e cal prontos para fazer parte do futuro», garante.

Com a plateia sempre cheia, o SIL Investment Pro «superou até as expetativas iniciais», admite o responsável da APPII. «Foram aqui discutidos temas muito importantes, desde logo o impacto da Covid-19 a médio e longo prazo e respetivos planos de recuperação. Falámos também do financiamento ao setor imobiliário, seja a banca tradicional sejam as vias alternativas, e de uma das grandes temáticas dos “fazedores de cidades”, que é a construção de um verdadeiro mercado de arrendamento e habitação acessível em Portugal», aponta.

Destaque também «para um painel muito importante, sobre políticas públicas europeias para o setor imobiliário, na sequência dos diplomas Green Deal, Next Generation ou Horizonte Europa, que são as políticas públicas dos Estados-membros que vão prevalecer no período 2030-2050. Quisemos chamar a atenção dos promotores para estes programas, que pedem economia circular, crescimento económico que não implique uso excessivo dos recursos, e a eliminação da pegada de carbono. Todas as políticas públicas nos próximos anos vão estar baseadas nisso», completa.

«Costumamos dizer que o SIL é um reflexo do mercado. Temos agora um SIL com menos gente, cumprindo todas as regras, mas é das poucas feiras na Europa a acontecer. Resistiu a muitos ventos contrários, e o próprio setor aderiu. Estamos muito contentes. Acima de tudo, voltamos a estar juntos, o que é muito importante para o setor», completa Hugo Santos Ferreira.

Imobiliário não pode perder atração de investimento 

Encerrando esta conferência e o primeiro dia do salão, Manuel Reis Campos, presidente da CPCI, afirmou que «é encontrar formas para manter o país e a economia em funcionamento nesta nova normalidade», congratulando-se pelo facto de o confinamento não ter suspendido a atividade imobiliária. O setor, acredita, «vai sofrer alterações profundas, mas vai continuar a ser fundamental para a recuperação económica e para a manutenção do emprego».

E destaca a importância de Portugal não perder o seu posicionamento no que diz respeito ao investimento estrangeiro. Considera «inconcebível que se crie uma instabilidade que possa deitar tudo a perder», referindo-se, nomeadamente, às novas restrições aos “golden visa” que deverão entrar em vigor até ao final do ano. Esta medida «que é um retrocesso e não faz qualquer sentido no contexto atual», numa altura em que «este programa compete com outras iniciativas similares noutros países europeus».

Reis Campos destaca a inda a importância dos fundos europeus que se aguardam, que poderão representar «uma oportunidade única para concretizar investimentos críticos e determinantes para o nosso país. Devemos estar centrados na procura de novas ideias e novas soluções».