Reabilitação Urbana
Programa Relançar é apresentado amanhã na Semana da Reabilitação
Amanhã, dia 9 de julho, será apresentado na Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa o Programa Relançar, criado pela APPII para fomentar a retoma do setor imobiliário e da economia.
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A sessão “Programa Relançar – Captar Investimento, Voltar a Crescer” tem início marcado para as 15 horas, com as boas-vindas a cargo de Henrique Polignac de Barros, presidente da Direção da APPII. Hugo Santos Ferreira, vice-presidente executivo da associação, fará a apresentação do programa.

O Programa Relançar é apresentado pela APPII como resposta à crise imposta pela paragem da economia e assenta na premissa de que o mercado imobiliário, a reabilitação e as cidades devem ser o palco do relançamento económico, enquanto desígnio coletivo.

Segue-se uma mesa redonda de debate, moderada por António Gil Machado, diretor da Vida Imobiliária, que contará com a participação também de Miguel Gaspar, vereador da mobilidade, segurança, economia e inovação na Câmara Municipal de Lisboa; José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties; Paulo Carapuça, board nember da Casais; Pedro Fugas, partner da EY; Manuel Brites, chairman da Ecociaf e Miguel Gonçalves Ferreira, associate director da CBRE.

Este ano, o evento saltou para um novo palco, num formato adaptado aos novos constrangimentos causados pela pandemia, através da plataforma Accelevents, por forma a permitir “uma interação o mais próxima possível de um evento presencial”, explica António Gil Machado, diretor do evento, que garante que a organização teve “um bom acolhimento e boa adesão de todo o conjunto de parceiros”. É esperado um número recorde de participantes e assistentes.

Entre os principais temas da edição deste ano da Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa estão as Novas Políticas de Habitação e os programas de apoio ao setor, como o Programa de Arrendamento Acessível ou os programas municipais, como o Renda Segura, da CML, já que “todas as iniciativas de promoção de habitação a custos controlados ganham uma nova dinâmica e atenção, em especial se forem associados com outra discussão, que é o colapso do alojamento local, e a perda de rendimentos destes proprietários”, explica o responsável.

Por outro lado, Lisboa – Capital Verde estará também em destaque, numa altura de pandemia em que há que manter a preocupação da sustentabilidade e do conforto. “Depois de termos ficado confinados em casa, percebemos a necessidade de ter mais conforto em casa, principalmente num cenário em que o teletrabalho vai ser mais efetivo”, diz António Gil Machado.

Entre outros focos de debate estão o impacto do novo regime legal da reabilitação urbana, a apresentação do novo Programa Relançar, criado pela APPII, ou a inovação social, as novas formas de viver em tempo de pandemia, o urbanismo digital ou o turismo.

Na plataforma da [re]Lisboa, os participantes “poderão assistir a sessões plenárias, sessões paralelas, e podem revisitar aquelas que não tiveram oportunidade de ver”. Terá também uma componente de exposição, através da qual os stands das empresas podem ser visitados, “com a possibilidade de interagir de forma direta. É possível marcar reuniões com as empresas, ou ver quem está a assistir ao evento. É também possível falar e marcar reuniões com outros participantes”, explica o diretor da SRU.

Ana Pinho na abertura

O evento teve início ontem, terça-feira, com Ana Pinho, secretária de Estado da Habitação, a abordar o tema dos incentivos à oferta de habitação a custos acessíveis.

Depois da aprovação de um amplo pacote de reformas legislativas no domínio da habitação, qual o impacto e como se traduzem na realidade das cidades? Como podemos ter modelos inovadores de arrendamento, que se traduzam com impacto num maior acesso à habitação pela classe média? Estas foram algumas das questões debatidas no primeiro dia do certame.

O evento vai garantir, como sempre, um intenso debate focado na Regeneração, Reabilitação e Re-uso na cidade de Lisboa, e nos principais temas da atualidade, como as novas formas de viver pós-pandemia, urbanismo digital, Lisboa – Capital Verde, inovação social, legislação ou investimento imobiliário.

A agenda de ontem começou com as boas vidas de Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, enquanto Ricardo Veludo, vereador do Urbanismo, focou a sua apresentação no Programa Renda Acessível da capital.

A mesa redonda de debate foi precisamente sobre “Arrendamento acessível - A solução de uma habitação para todos?” e contou igualmente com a presença de Ana Pinho, Manuel Reis Campos, presidente da CPCI, Luís Lima, presidente da APEMIP, Carlos Mineiro Aires, bastonário da Ordem dos Engenheiros e Ricardo Veludo, vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa.

Hoje, segundo dia da Semana da Reabilitação Urbana de Lisboam vão ser debatidos os desafios de Lisboa, Capital Verde. Esta sessão, coorganizada pela Vi, pela CML e pela ADENE, arranca pelas 15 horas e vai focar-se na cidade enquanto Capital Verde e o que isso significa para a construção de Lisboa. Qual a nova importância do desafio verde em tempos de pandemia? Qual o balanço das medidas sanitárias e como isso impacta o ambiente da cidade?

Organizada pela Vida Imobiliária e pela Promevi, a Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa conta com o apoio da CML e da SCML, e de diversas entidades do setor privado. Schmitt+Sohn, Secil, Ecociaf, Reynaers e CIN alinham nos patrocínios Platina. Na categoria Ouro incluem-se A400, Avenue, Caixiave, CBRE, Contacto Atlântico, Grohe, Grupo SanJose, Neoturis, Round Hill Capital, Sanitana, Savills, Veka e Victoria Seguros. Nos patrocínios institucionais alinham a ADENE, ALP, APPII, CPCI, IHRU, GECoRPA, IMPIC, LNEC, Ordem dos Arquitectos, Ordem dos Engenheiros e OET. Os apoios institucionais cabem à ACAI, APEMIP, APFIPP, CENTRO HABITAT, INVESTLISBOA, RICS. O Portal oficial é o Idealista e jornal oficial o Público Imobiliário.


Fonte: Público Imobiliário